quinta-feira, 12 de julho de 2012

Todo apoio às greves dos trabalhadores de Minas Gerais

Participam do FPSO_BH: 
Associação dos Geógrafos Brasileiros/AGB-BH, Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas/AMES-BH, Brigadas Populares/BPs, CSP-Conlutas, Coletivo Voz Ativa, Comissão Pastoral da Terra/ CPT, D.A Letras UFMG -
“Gestão ao Pé da Letra”, Fórum Social Mundial-MG/FSMMG, Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/IHG, Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas/MLB, Movimento dos Trabalhadores sem Teto/ MTST, Movimento Marxista 5 de Maio/MM5, OCUPABH, Ocupação Dandara, Ocupação Camilo Torres, Ocupação Eliana Silva, Ocupação Irmã Dorothy, Ocupação Zilah Spósito – Helena Greco, Partido Comunista Brasileiro/PCB, Partido Socialismo e Liberdade/PSOL, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/PSTU, União da Juventude Rebelião/UJR, Coletivo SobreHistória.org, SINDMASSAS, SINDREDE, SINDELETRO, CSP-Conlutas, Quilombo Raça e Classe, Movimento Mulheres em Lutas.

Apoio do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações Urbanas (FPSO_BH)

        O Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações Urbanas de Belo Horizonte é um coletivo
político, formado por moradores das ocupações urbanas, movimentos populares e sociais, coletivos
autônomos e independentes, sindicatos, centrais sindicais e partidos de esquerda.
        O FPSO_BH apoia incondicionalmente as greves em curso, por entendermos a sua legitimidade e
justeza. Colocamo-nos à disposição para a construção da unidade destas lutas para o fortalecimento das
mesmas.

Pelo fim da criminalização dos trabalhadores e movimentos sociais

       Apesar do direito constitucional de greve, trabalhadores são constantemente perseguidos por lutarem
por seus direitos. Neste contexto, os governos federal, estadual e municipal são cúmplices destas
perseguições quando às reproduzem ou são coniventes quando elas acontecem. Esses exemplos de conflitos
podem ser encontrados na construção civil em Jirau e Belo Monte, em Minas Gerais com os
empreendimentos minerários e Belo Horizonte, com as obras que estão preparando a cidade para a Copa de
2014.

Nota de apoio às greves dos trabalhadores de Minas Gerais

        Por todo o Brasil acompanhamos importantes categorias deflagrarem greves para reivindicarem
melhores condições de trabalho. A greve é um direito constitucional e um dos principais instrumentos de luta
dos trabalhadores. Seja na educação, saúde ou construção civil, nas pautas dos movimentos sociais estão:
reajuste salarial, revisão dos planos de carreira e redução da jornada de trabalho sendo, todos esses, direitos
mínimos que devem ser garantidos à classe trabalhadora.
Trabalhadores de Minas em luta
        Desde o início do ano, Minas Gerais presenciou várias categorias paralisarem suas atividades para
reivindicarem melhores condições de trabalho e, consequentemente, melhores condições de vida. Tivemos a
greve da educação infantil, rodoviários, metroviários e a paralização dos trabalhadores da construção civil
envolvidos nas obras da Copa 2014.
        Em Belo Horizonte, os Metroviários ficaram em greve por mais de trinta dias. Por uma decisão
imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Tribunal Superior do Trabalho (TST), rodaram em
escala mínima nos horários de pico. Atualmente no município estão em greve os Servidores Técnicos
Administrativos, os trabalhadores da Saúde Pública de Minas Gerais e os professores da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG).
        No dia 19 de junho, os professores da UFMG aderiram a esta importante greve que já conta com a
participação de mais de 54 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). A partir desta data, a UFMG
passa a compor o Comando Nacional da Greve e a fortalecer a luta pela carreira docente e a expansão da
universidade pública com qualidade.